domingo, 9 de março de 2008

O Deus que Procura o homem

Quando o Apostolo Paulo falou para os gregos do Areópago que Deus não está longe, afirmou que o mundo e tudo que nele há são coisas estabelecidas por Deus para que o homem perceba que Deus está perto e se interessa pelo homem.
Essa afirmação soou estranha àquela reunião de homens cultos e curiosos pois eles estavam acostumados a buscar explicações complexas em órbita de um deus distante, impessoal, que não se preocupa com o homem; deuses que exigem que os homens rastejem por eras e eras na busca de uma evolução espiritual inexistente.
Ao contrário de todas as religiões da terra, o Cristianismo apresenta um Deus misericordioso que procura o homem e se importa co ele. Um Deus que desceu em busca da humanidade. Um Deus dinâmico, amoroso, simples, manso e humilde de coração que clama: vinde a mim os cansados e oprimidos e eu vos aliviarei (Mateus 11.28).
Enquanto todos os sistemas filosóficos e religiosos mostram o homem vagueando em busca da divindade, o Cristianismo mostra Deus procurando o homem. As religiões ensinam o homem procurar Deus tentando subir a um estágio elevado de espiritualidade através de penitências, sofrimentos, carmas, pseudo-reencarnações e outras tragédias do cansaço inútil. O Cristianismo traz o que há de mais sublime na revelação de Deus ao homem ao afirmar que o Verbo se fez carne, e habitou entre nós. Vimos a sua glória como a glória do Unigênito do Pai cheio de graça de verdade (João 1.14). Essa é a maior demonstração de amor jamais vista. A Divindade se fazer carne! Deus desceu ao mundo para se tornar um de nós. O amor de Deus pelo homem é tamanho que ele se tornou homem também, deixando toda sua glória para vir a este mundo sofrer os mesmos dramas que atingem o homem, principalmente os pobres. Jesus provou de nossa miséria humana, de nossa pobreza, de nossas frustrações e decepções. Pelo que convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo. Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados (Hebreus 1.17,18). Essa demonstração de amor de Deus por nós é a manifestação da graça. A graça é o grande diferencial. Ela só existe no Cristianismo.
A necessidade do homem de Deus é premente. Todos pecaram e estão destituídos da presença de Deus. Todos se tornaram inúteis. O homem não é só carne, ele também é espírito. A morte não significa o fim, mas o começo de uma realidade espiritual que o homem não pode evitar. Se partir sem Deus estará para sempre perdido. Essa insegurança leva o homem a buscar quem o possa salvar. Jesus garante que aquele que nele crer tem a vida eterna, não entrará em condenação, mas passou da morte par a vida (João 5.24). Isto é salvação. Esta salvação só foi possível porque Deus amou o mundo, Deus procurou o homem, Deus se fez carne e habitou entre nós, mas ainda: Deus deu a vida por nós.
A morte espiritual, resultado do pecado, é inerente a todos os homens. Por um homem entrou o pecado no mudo e pelo pecado a morte, porque todos pecaram (Romanos. 5.12). Pela graça de Deus, Cristo provou a morte por todos, sofrimento esse traduzido por paixão (Hebreus 2.9). Sem dúvida essa é a maior manifestação de amor de todos os temos. Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos (João 15.13). Esse amor imensurável, inaudito soa estranho ao mudo da não-graça. Essa simplicidade do cristianismo incomoda pois o religiosismo humano requer soluções mais complicadas, ainda que ineficazes.
Dentre tantos poemas, Paulo Macalão foi feliz ao declarar: Muito além do nosso entendimento, alto mais que todo pensamento, glorioso em seu sublime intento é o amor de Deus, sem par.
Voltando ao Areópago de Atenas, vemos Paulo afirmando que o Deus desconhecido dos filósofos é o Deus que fez o universo e tudo que nele há. Um Deus tão grande em majestade, glória e poder que não pode habitar em templos feitos por mãos humanas (Atos 17.24/27). Mas esse mesmo Deus procura o homem colocando-se bem perto dele para que o homem, tateando, possa encontrá-lO. Deus se coloca ao lado do homem e diz: me toque e você será salvo. Como diz antigo Negro Spiritual: Se isto não for amor o oceano secou, não há estrelas no céu, as andorinhas não voam. Se isto não for amor o céu não é real. Tudo perde o valor se isto não for amor.
Este mesmo Deus determinou um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio de Jesus Cristo, o autor da Salvação. Todavia, Deus não leva em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens em todos os lugares se arrependam (Atos17.30). Tal como fez com o primeiro homem, no Éden, Deus pergunta: onde estás?

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